Medo ou fobia?

Como diferenciar e saber quando buscar ajuda

“Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso não têm nada a ver com a coragem.” Jean-Paul Sartre

Fobia ou medo?

Quando ouvimos a palavra “medo” logo relacionamos a algum perigo. 

O medo é uma emoção natural e necessária, pois nos ajuda a reagir diante de situações de risco. Ele funciona como um alerta, preparando nosso corpo e mente para enfrentar desafios e evitar perigos reais.

A fobia está relacionada a um transtorno psicológico que pode paralisar a vida de uma pessoa, impedindo-a de realizar atividades comuns devido a um medo irracional.

Como saber se o medo que sinto é excessivo?

Todos nós sentimos medo. Entretanto, quando o medo é desproporcional ao perigo pode-se tratar de uma fobia. Nesse caso, é importante observar se o sintoma:

Causa sofrimento significativo ou limita suas atividades diárias;

Te faz evitar lugares, situações ou objetos para não sentir medo.

Se observar algo mais acentuado, é importante procurar um profissional – para esclarecer melhor o que você está sentindo. 

O que é fobia?

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A fobia é um desconforto sem razão e desproporcional a realidade.

Por ser irracional, se torna inconveniente, interfere no decorrer natural da vida.

Situações, objetos e até mesmo atividades que provocam instabilidade e receio costumam ser evitadas por pessoas que sofrem do problema.

Alguém com fobia consegue perceber a incoerência do que sente?

A pessoa geralmente tem a consciência do que faz, porém, é difícil controlar o que sente e também o seu próprio corpo. Por esta razão é importante fazer tratamento adequado. Faça terapia!

Como acontece a fobia?

O que geralmente uma pessoa sente quanto está com fobia?

Os sintomas do transtorno podem acontecer com desconfortos corporais: dor de barriga, náusea (chegando a vomitar), suor, coração acelerado, entre outros.

Todos nós quando estamos diante de algo que nos apavora queremos nos distanciar. Porém, alguém com fobia não consegue fugir, pois fica paralisado pelo medo frente ao objeto fóbico.

Além de poder causar desequilíbrio na saúde mental também pode afetar relações interpessoais. Em alguns casos a pessoa que sofre do quadro também fica mais solitária.

Quais são as causas da fobia?

  • Genética;
  • Personalidade;
  • Educação rígida;
  • Falta de qualidade de vida;
  • Estresse;
  • Fator biológico…

Os diferentes tipos de fobia

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Fobia específica

A fobia específica é caracterizada por um medo intenso de um objeto, situação ou experiência particular. Em casos mais graves, pode comprometer a rotina da pessoa.

Experiência desagradável através do contato com o perigo ou com a dor;

Ter sido testemunha de uma situação estressora que ocorreu com alguém;

Ter ouvido falar em algo aterrorizante ou até mesmo sendo advertido sobre o perigo, criando uma associação negativa.

Para facilitar a compreensão, a fobia específica foi classificada em cinco pontos. Porém, uma mesma pessoa poderá ter mais de um tipo. Logo abaixo será melhor colocado:

Fobia situacional

A fobia situacional é provocada pelo medo de estar em um local muitas vezes fechado como ônibus, trem, elevador e outros. Para a fobia situacional acontecer, é necessário a presença da situação ou do objeto fóbico, diferente do que ocorre no transtorno do pânico com agorafobia.

Fobia de ambientes naturais

Está presente em acontecimentos ou situações que ocorrem na natureza como medo de água, vento, entre outros.

Fobia animal

A fobia animal é caracterizado pelo medo de insetos e animais.  Alguém com essa particularidade evita a imagem fóbica a todo o custo, podendo deixar até mesmo de assistir televisão, folhear uma revista.

Fobia de sangue, machucado e injeção

Qualquer contato que se faz com essas representações já desencadeia um grande mal-estar. Esse tipo de fobia é mais comum observar em integrantes de uma mesma família.

Outras fobias

Nessa divisão foram acrescidas outras formas de fobia que causam prejuízo, como o medo de pegar alguma doença, de se sufocar, entre outros.

Fobia social
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A fobia social é mais que uma simples timidez, pois é um medo exagerado de situações sociais, onde se teme ser constrangido, humilhado, julgado observado.

Surge quando uma pessoa tem que fazer algo na presença de outra, no qual sente que está sendo julgada. Em situações onde está acompanhada por pessoas mais íntimas, ela pode não demonstrar esse comportamento, por essa razão se trata de fobia social (transtorno de ansiedade social – DSM V).

A fobia social atinge mais os homens do que as mulheres, e se inicia logo na adolescência.

É sugerido que seja feito psicoterapia e, quando necessário acompanhamento de um psiquiatra. As situações mais comuns de situações evitadas são:

  • Medo de falar em público;
  • Comer fora de casa (restaurante, feiras);
  • Assinar papéis (na presença dos outros);
  • Urinar em banheiro público (homens).

Para evitar essa fobia a pessoa se isola e restringe o contato social.

Fobia com agorafobia
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A agorafobia é a cautela extrema.

Uma pessoa que sofre de fobia com agorafobia, por exemplo, pode ficar com medo de passar mal e não ter socorro imediato, então procurará evitar lugares onde o auxílio seria difícil.

Todos os lugares, pessoas e situações que remetem inseguranças são evitadas. A ideia é de se procurar por lugares que facilitem a saída repentina, caso sofra algum mal-estar.

Para ocorrer essa fobia, na maioria das vezes, é necessário que o sujeito tenha passado pelo transtorno do pânico. 

Tomar decisões sem considerar os riscos é um desafio para esse indivíduo.

Agorafobia – é como uma prisão para uma pessoa livre.    

Agorafobia – pode ser incapacitante para uma pessoa que sofre desse problema, porque pode fazê-la não sair de casa para nada, como ir ao trabalho, ir comprar alguma coisa que precisa, ir a um evento importante.

E, mesmo dentro de casa a fobia pode ocorrer. Assim, há casos em que a pessoa não se sente tranquila em cômodos específicos da casa. 

A insegurança está totalmente presente, sendo necessário muitas vezes, que alguém esteja ao lado daquele que sofre do problema: quer seja para sair ou para ficar em casa.

A necessidade de companhia a todo instante pode fazer o sujeito acreditar que está incomodando. Ocorre em alguns casos das pessoas mais próximas fortalecer esta forma de pensamento. Com isso, podem se tornar os relacionamentos interpessoais instáveis e intensos.

Toda essa situação pode fazer surgir também a depressão.

Caso essas características se manifestem em sua vida, considere procurar apoio psicológico.

Se você se identificou com os sintomas aqui apresentado marque terapia online.

Tratamento para fobia

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A fobia pode ser comparada a uma prisão emocional, onde o medo constante impede a pessoa de viver plenamente. Esse transtorno pode afetar áreas essenciais da vida, como trabalho, relações sociais e qualidade de vida.

Aquele que sofre do problema se lamenta de “não saber o que fazer.”

Geralmente o indivíduo procura o tratamento quando a fobia já está interferindo em sua disposição e liberdade para viver a vida. Entretanto, a melhora do quadro é algo particular e subjetivo.

O tratamento para fobia pode incluir:

Terapia

Ajuda a pessoa a modificar pensamentos irracionais e enfrentar gradualmente seus medos. 

Medicação

Em casos mais graves, antidepressivos ou ansiolíticos podem ser prescritos por um psiquiatra para reduzir a ansiedade associada à fobia.

Técnicas de relaxamento e respiração

Auxiliam no controle da ansiedade e dos sintomas físicos durante uma crise. 

Buscar ajuda profissional e fazer o tratamento adequado pode ser o primeiro passo para recuperar o controle sobre a própria vida e superar as limitações impostas pela fobia.

“Abrindo os olhos” você percebe que quando desiste de algo que quer, é um pedaço seu que deixa de existir! É isso que a fobia não tratada poderá fazer. Busque ajuda!

Maria Cristina S. Araujo

Psicóloga Clínica SP – 06/108.975 

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