O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição psiquiátrica caracterizada por pensamentos intrusivos (obsessões) e comportamentos repetitivos (compulsões) que causam sofrimento significativo.
Diferente de preocupações comuns ou hábitos rotineiros, o TOC interfere diretamente na qualidade de vida e no funcionamento diário do indivíduo.
Refere-se a pensamentos impróprios que surgem e se repetem sem que a pessoa queira, e dos quais ela não consegue se livrar ou resistir.
Se refere a comportamentos repetitivos ou ações mentais em que o indivíduo se sente obrigado a realizar algo para suprimir as obsessões e obter alívio para aquilo que sente.
Um indivíduo pode apresentar a característica obsessiva mais vezes, enquanto outro pode ser mais compulsivo.
A superstição faz parte da cultura e se manifesta por meio de crenças e rituais transmitidos socialmente. Já o TOC é um transtorno psiquiátrico caracterizado por pensamentos e comportamentos compulsivos que causam sofrimento e impacto na rotina.
Exemplos de superstições: bater três vezes na madeira, cruzar os dedos, levantar com o pé direito, não passar debaixo da escada, não deixar roupa ao avesso, desvirar os calçados…
Muitos confundem as superstições ou crenças populares com TOC. Entretanto, o que configura o quadro clínico de TOC é quando os atos repetitivos começam a comprometer várias áreas da vida com prejuízo, refletindo no trabalho, na convivência familiar e na realização de tarefas.
O indivíduo pode sentir: compulsões, obsessões ou ambas ao mesmo tempo.
No transtorno obsessivo-compulsivo algumas reconhecem a impropriedade de seus atos, porém não conseguem evitar. Enquanto outras acreditam na eficiência de suas crenças.
As obsessões e compulsões levam um tempo considerável para realização, com isso o sujeito se torna prejudicado em seus afazeres do cotidiano. Isso pode se refletir na área profissional e social.
Guardar objetos muitas vezes descartáveis e sem uso, cujo receio é de um dia precisar deles (lixo, entulho, embalagens);
Comportamentos excessivos para eliminar todo o foco real e imaginário de contaminação (lavar as mãos, limpar a casa);
Criar um senso de contagem ou ordem onde nada pode ser diferente (se pisou num batente com o pé esquerdo o sujeito volta e pisa também com o pé direito, alinhar objetos);
Criar um ideal de como as coisas devem ser, checando a todo instante se está da forma ideal (verificar se a porta está fechada, janelas, objetos);
Envolve pensamentos de tabu, religiosos, agressivos, sexuais.
Caso essas características se manifestem em sua vida, considere procurar apoio psicológico.
Se você se identificou com esses sintomas, entre em contato e agende terapia online.
No TOC, a perda de tempo com rituais é notória, e manter a concentração no trabalho ou nos estudos pode ser um grande desafio para a pessoa.
O tratamento médico precisa acontecer quando o prejuízo é visível, assim como, também é importante realizar psicoterapia.
A psicoterapia é essencial para ajudar o paciente a reduzir os sintomas e recuperar sua qualidade de vida.
O TOC influencia no modo em que o sujeito leva a sua vida. Ele não consegue relaxar, fica tenso o tempo todo, não descansa.
Não é raro o indivíduo ser vítima de risos, brincadeiras constrangedoras e outras formas de desdenho. Ou seja, além de sofrer com os sintomas do TOC, ele ainda precisa enfrentar esse obstáculo social.
Quem sofre do transtorno obsessivo-compulsivo luta todos os dias consigo mesmo, e, muitas vezes, se sente exausto.
Se o medo de ocorrer “algo ruim” é ilusório, porém, o sofrimento é real para a pessoa com TOC.
A dor também é vivida por aqueles que amam a pessoa com TOC e se sentem impotentes para ajudá-la.
Por mais que as pessoas ao redor tentem oferecer palavras encorajadoras, aquele que está vivendo isso não consegue executar tudo que lhe pedem porque é algo que vai além da sua própria vontade.
O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é essencial para reduzir o impacto das obsessões e compulsões na vida de uma pessoa, proporcionando maior qualidade de vida.
A abordagem mais eficaz geralmente combina psicoterapia e medicação.
O tratamento medicamentoso pode incluir inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que auxiliam no controle dos sintomas. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para ajustar a medicação conforme a necessidade de cada um.
Além disso, o suporte da família e a busca por um ambiente acolhedor são fundamentais para o progresso do tratamento.
Se você ou alguém que conhece sofre com TOC, buscar ajuda profissional é o primeiro passo para recuperar o equilíbrio emocional e retomar o controle da própria vida.
Maria Cristina S. Araujo
Psicóloga SP – 06/108.975
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Psicóloga Maria Cristina S. Araujo
CRP 108975
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